Thursday, March 15, 2007

LINHA FIXA DE PENSAMENTO 03.13.07

Em nosso último jogo contra o Bragantino, um lance cara a cara com o goleiro parou no apito de um impedimento que não ocorreu. Além desse, muitos outros equívocos aconteceram. Tá na regra, tá impedido e fim de papo?

Cientificamente já ficou provado que o olho humano não é capaz de determinar corretamente o impedimento em distâncias de menos de 1 metro. Uma limitação física, não moral. A última mudança na regra do impedimento requer ainda mais precisão: o bandeira, além de estar de olho no lance, na hora certa do passe, tem de saber para qual jogador a bola irá se dirigir, e assim determinar quais jogadores estão impedidos, ou não.

Pense no lance do Ronaldinho Gaucho, que aparece na propaganda de uma marca de chuteiras, onde ele, do alto de seu talento, atrai a atenção de todos para um lado e lança a bola para o atacante que está sozinho do outro. Se nem mesmo o atacante achava que iria ser lançado, imagina a situação do bandeira… Sem falar na do goleiro, que vê o lance de frente, e todos parecem estar em mesma posição, de ataque.

A regra ainda frisa: em caso de dúvida, pró ataque. Na prática, o oposto acontece. É muito mais fácil dar o impedimento, parar um lance antes que o gol aconteça - pois ainda fica a dúvida de que se ele iria mesmo acontecer - do que deixar correr um lance duvidoso em meio a técnicos, zagueiros e torcedores aos berros por suposta infração. Sem mencionar o espaço que fica aberto à corrupção…

Na história, muitas equipes ficaram famosas por suas impecáveis linhas de impedimento, um balé perfeito que coloca o atacante “despreparado” em deprimente situação. Carrosséis da disciplina e da coletividade. A regra também brinda e protege os zagueiros que, pobres, se sozinhos com um atacante, seriam execrados por antecipação.

Quase todos os esportes renovam anualmente suas regras. Já no futebol, calcadas na máxima da “caixinha de surpresas”, elas permanecem quase intactas, sem muita discussão. Apaixonados - boleiros - ainda somos, mas temos de admitir: a regra do impedimento está clamando por uma reflexão, né não?

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Saturday, March 10, 2007

CORINTHIANS DE A a Z: PEQUENO DICIONÁRIO AMOROSO 05.23.06

A mor incondicional. Existe: pelo Corinthians.

B asílio, de seus pés saiu o gol de nosso mais impostante título - Paulista de 77.

C oringão: como a carta de baralho, o coringa e o Coringão preenchem qualquer vazio. Uma vez Corinthians, felicidade completa.

D emocracia Corintiana: maior movimento sócio-político da história do esporte em todo o mundo. Fortalecidos pelo manto sagrado e sua imensa torcida, em pleno regime militar: Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon convocam a nação brasileira à luta pela democracia.

E mbaixadinhas do Edílson: assim que sentiu concretizada a supremacia alvinegra em campo, Edílson, entediado, disparou a fazer embaixadas. Bizarramente essas foram consideradas criminosas, intriga da oposição.

F iel: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, ainda que a morte os separe.

G aviões da Fiel: grupo de Fiéis que se uniu para garantir que quem dirige o Todo-poderoso o mantenha em seu lugar - acima do bem e do mal.

H erói: clube de operários fundado em uma barbearia, o herói Corinthians enfrenta e vence todas adversidades, uma a uma. No campo e na vida, orgulho da nação.

I nvasão Corintiana, o maior deslocamento humano em tempos de paz. Mais de 70 mil corintianos invadem o Rio e o Maracanã, em pleno jejum, impagáveis.

J uiz ladrão. Sim, porque o Corinthians nunca perde, o juiz é que rouba! Se tivesse dado aqueles justos trinta segundos a mais teria virado o placar!

K ia Joorabchian: egos à parte, o empresário foi um dos responsáveis pela ‘corintianização’ da Argentina.

L ealdade inerente. Um por todos e todos por um.

M ultiplicação. Aos Fiéis foi dado o dom da multiplicação. Brotam no asfalto de Sampa. Um fenômeno ‘gremiling’.

N unca desiste. Afinal: “És do Brasil o clube mais brasileiro”.

O diado. O Corinthians é um divisor de águas, o Michelângelo do esporte e da religião. Pós Corinthians existem apenas dois tipos de torcedores: os corintianos e os anti-corintianos.

P acaembú: ao time da cidade, o estádio da cidade.

Q uestão de tempo, a profecia do Hino se concretizou: “Campeão dos Campeões”.

R ecordista, exímio goleador, matador: Cláudio Cristóvam, 306 gols alvinegros.

S ofredor. O conceito é bem simples: o Fiel é capaz de enfrentar todas adversidades e vencê-las, sem temor, dúvida ou cansaço.

T imão. O apelido é óbvio: existem times e times, e existe o Timão.

U h! Marcelinho! Grito catártico em homenagem ao maior ídolo: excelência técnica, amor e raça. O Timão fez Pé-de-anjo à sua semelhança: o mais amado e odiado do Brasil.

V icente Matheus, presidente e filósofo: “O difícil, como vocês sabem, não é fácil”.

W lademir: Deus que vive entre os humanos a fim de propagar ideais corintianos, irresistível ultrapassou todos os limites, até troféu do rival recebeu.

X odó da Fiel, José Ferreira Neto, Neto. Habilidoso maloqueiro, liderou e levou a nação ao primeiro título Brasileiro. Eterno.

Z é Maria dos pés desse guerreiro saiu o gol de Basílio, em 77: “Para mim, em termos de torcida, de expectativa, de entusiasmo, essa conquista foi mais importante do que a Copa de 70 e todas as outras Copas em que fui convocado”.

* Mil outros poderiam ser escritos. Alvinegro infinito, jus lhe seja feito.

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A DOR E A DELÍCIA 02.13.07

Há tempos venho comentando aqui o fato de que, para nós, alvinegros, clássico mesmo é contra os colonos italianos. Não é uma necessidade de diminuir nenhuma vitória (em campo), e sim apenas a constatação da realidade. Nossa história os escolheu, aos demais cabe, periodicamente, lutar pelo seu lugar ao sol.

A própria mídia, que alimenta o clima de rivalidade entre quaisquer adversários, o faz com devidas restrições: “Corinthians joga domingo contra seu maior rival dos últimos tempos”; “A partida desse final de semana é contra o rival da última década”; “O jogo de amanhã pode quebrar o tabu de 12 jogos” etc.

É apenas uma questão de momento – os adversários se revezam na disputa por essa honrosa condição. Quem não quer um título, ou ganhar do Corinthians? Podem abaixar as mãos – hahaha.

Ok, ok, o adversário desse domingo ganha de presente o status de “potencial rival” dos últimos anos, tá feliz? Afinal, nós bem sabemos que, além não ter espaço em nossa história, esse clube até dois anos atrás estava há quinze na fila do Brasileirão, né não? Pra quem prefere as estatíticas conta com a seguinte, e real, situação: 104 vitórias para o Timão, 90 empates, e 85 para eles. “Cefini”.

Que venham os próximos “rivais da ocasião”. A Fiel bate no peito e compra essa briga. Todos os times têm uma torcida, mesmo que pequena. Nós temos um Time – o mais amado e odiado do país. Carregamos a dor e a delícia de ser Corinthians. Com muito amor, até o fim.

Posted by Vã Malocca* at 18:22:44 | Permalink | No Comments »