De tempos em tempos, exceção do rival histórico, os adversários se revezam na honrosa posição de nosso atual rival. Amanhã tem Corinthians na Vila, contra o time de Pelé.
Ironia do destino, quem presenciou nossos 7×1 - Brasileiro de 2005 - pra cima deles, mal pode ver os resquícios de Pelé ou daquela rivalidade alvinegra. Tenho um amigo que conta, até os quinze anos não havia conhecido um santista… Pois é, quem diria? O Todo Poderoso Timão chegou a ficar 11 anos sem ganhar de um time, daquele time.
Por que, apesar de tanto tempo sem perder, era do Corinthians que Pelé sempre queria ganhar? Simples. Embora não estivesse traduzido em vitórias numéricas, o Timão se mantinha inabalável em suas tradições. Futebol e raça, do ínicio ao fim - a Fiel já se multiplicava. O fim do tabu era uma questão de tempo.
Março de 1968, Pacaembú. O melhor ponta direita do ano ganhava “quatro cruzeiros” no Bangu - então campeão carioca - e chegava no PSJ pra ganhar “quatro milhões”. Na noite do jogo, os mais velhos disseram ao matador: a gente batalha, pode tá ganhando até aos 45, o negão vai lá, ou empata ou ganha. A gente tem que acabar com isso.
E então Paulo Borges, o Risadinha, cumpre sua missão e levanta a Fiel com nosso primeiro gol. Que golaço! Fim de jogo, 2×0 no então rival. Fim de mais um tabu. Um jogo, um momento inesquecível, daqueles que explicam a paixão pelo futebol. Dois a zero no time de Pelé.
Ser rival do Corinthians é pra poucos, né não?
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O fim do tabu:
Entrevista Paulo Borges: