O GRITO 22.24.09
Tem uns dias que o processo do autor de “Bando de Loucos” sobre o Corinthians dá pano pra manga por aí. Mais uma do bando, resolvi também dar meu pitaco por aqui.
As opiniões que li estão entre mensurar direitos autorais e ‘qualificar’ a paixão de Tuca. Evidente que, Fiel torcedora, tendo à segunda opção. Mas não pretendo aqui questionar a paixão de Tuca, nem discutir quanto vale sua obra. Meu interesse é o objeto da questão: o grito de torcida.
Tuca contou no filme “Fiel” como foi o nascimento desse grito. Levou os versos à família, depois a amigos, colegas, conhecidos, às organizadas, foi ganhando adeptos, tomando forma… Até que um belo dia ecoou em preto e branco na bancada do sagrado Pacaembu. E até hoje lá se faz ouvir.
Quando o bando o grita - como louco até ficar rouco - a possibilidade de, além de seu Timão, o patrocinador do clube também ganhar com isso passa por sua cabeça, tanto que se fazem contratos pensando nisso. Ainda que não seja intenção primeira. Já os ganhos de seu ‘autor’, não…
Então, se Tuca, assim como todos nós, é hoje instrumento da era do marketing, e merece sim ter seus direitos autorais garantidos, causaria menos polêmica se o fizesse previamente, mensurando valores de sua obra quando ‘veio ao mundo’, porque um ano depois o valor agregado a ela é outro. E complica, percebe?
Mais uma do bando, bolso sempre furado de comprar camisas do meu Timão, sem olhar a quem, torço pra que cada um continue desempenhando seu importante papel. E pra que o grito de torcida continue pertencendo a ela. Assim como nosso time.