CORINTHIANS, FUNDAMENTAL 11.28.07
Ainda pequena meus olhos brilhavam ao ouvir as histórias alvinegras contadas por minha vó Maria. A tragetória do herói Corinthians deixava Super Homem no chinelo. O que era voar de capa azul perto da audácia de operários que reunidos em uma barbearia fundariam um clube de futebol que seria voz de uma nação?
A primeira questão a ser resolvida, vejam só: precisavam de uma bola de capotão. Caríssima na época, aqueles pioneiros sequer sonhavam em comprar. Foi então que Miguel Bataglia, nosso primeiro presidente, não teve dúvidas e imediatamente convocou o dono do time, o povo, para uma vaquinha: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time.”
De lá pra cá, nossa tragetória, nossa sina, nosso carma, destino, dor e delícia, em cada detalhe: na luta diária, na fé cega, no amor incondicional, na entrega, no andar pelos caminhos certeiros e tortos, na paixão sem cobrança contábil, na força da magia… Faz jus às nossas tradições.
E então, eis que surge um momento, em que até alguns de nós, fiéis corintianos, começamos a procurar por esse Corinthians, pelo divino que há em cada um de nós… Teria ele se perdido? Vivenciaríamos nós, também, histórias pra contar e fazer brilhar os olhos das próximas gerações?
São Jorge que nos confirme os fatos, e não nos deixe mentir. Repare nas defesas de Felipe, na parceria que enfim se desfez, no gol nos acrécimos, na queda do corrupto presidente, nas defesas de Felipe, na derrota de virada do adversário, nas defesas de Felipe, no adiamento do jogo… Nas defesas de Felipe… E nesta noite não será diferente.
Anti-corintianos que nos desculpem, mas o Corinthians é fundamental.