Saturday, December 8, 2007

CORINTHIANS, FUNDAMENTAL 11.28.07

Ainda pequena meus olhos brilhavam ao ouvir as histórias alvinegras contadas por minha vó Maria. A tragetória do herói Corinthians deixava Super Homem no chinelo. O que era voar de capa azul perto da audácia de operários que reunidos em uma barbearia fundariam um clube de futebol que seria voz de uma nação?

A primeira questão a ser resolvida, vejam só: precisavam de uma bola de capotão. Caríssima na época, aqueles pioneiros sequer sonhavam em comprar. Foi então que Miguel Bataglia, nosso primeiro presidente, não teve dúvidas e imediatamente convocou o dono do time, o povo, para uma vaquinha: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time.”

De lá pra cá, nossa tragetória, nossa sina, nosso carma, destino, dor e delícia, em cada detalhe: na luta diária, na fé cega, no amor incondicional, na entrega, no andar pelos caminhos certeiros e tortos, na paixão sem cobrança contábil, na força da magia… Faz jus às nossas tradições.

E então, eis que surge um momento, em que até alguns de nós, fiéis corintianos, começamos a procurar por esse Corinthians, pelo divino que há em cada um de nós… Teria ele se perdido? Vivenciaríamos nós, também, histórias pra contar e fazer brilhar os olhos das próximas gerações?

São Jorge que nos confirme os fatos, e não nos deixe mentir. Repare nas defesas de Felipe, na parceria que enfim se desfez, no gol nos acrécimos, na queda do corrupto presidente, nas defesas de Felipe, na derrota de virada do adversário, nas defesas de Felipe, no adiamento do jogo… Nas defesas de Felipe… E nesta noite não será diferente.

Anti-corintianos que nos desculpem, mas o Corinthians é fundamental.

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Tuesday, November 20, 2007

QUEM CONTA UM PONTO 11.20.07

Jejum de Corinthians é uma das piores coisas que podem acontecer a Nação. Todos pelos cantos, procurando o que fazer. Domingo sem Corinthians é um tédio, ainda mais quando a gente se depara com os pobres anti-corintianos… Meros coadjuvantes zicando o Todo Poderoso. 

A atual máxima dos antagonistas: “Esse time do Corinthians não consegue ganhar do Grêmio, nem do Vasco”. Divergências de opinião - e camisas - à parte, essa afirmação beira a burrice.

Tenha dó. Um campeonato em que a diferença do décimo sexto para o quarto colocado é de apenas 15 pontos, apenas sim, 15 pontos são o que? Cinco jogos, de 36 já disputados. A diferença é tão insignificante que 1 ponto a mais - ou a menos - pode mudar os caminhos de todas as equipes, assim, numa cajadada só.

Na semana passada o líder colocou em campo sua equipe deseperada pra tirar da vista um candidato à Libertadores do ano que vem, ganhou de 1 x 0 suado, e ainda seus jogadores sairam clamando atenção. Sua ‘torcida’ gritou mais no gol contra o Timão do que no deles próprios (Novidade!).

Nesse campeonato começamos com um time em formação, a cada jogo estreava mais um… Depois perdemos mais de dez bons jogadores, dentre eles Nilmar, Magrão, William (antes de sair ainda ficou mais de um mês na seleção), Nilton, Marcelo Mattos, Marcelo Oliveira… Sem falar nas trocas de técnico e de direção…

Mesmo com toda essa zica, no ainda tão distante dia 28, estaremos no sagrado Pacaembu diante de um time que está a 1 ponto da Sul-americana e tem exatos 5 pontos à nossa frente. Nem mais nem menos.

E na manhã seguinte o Fiel acordará de alma lavada, após mais uma sofrida goleada de três pontos alvinegros, né não?

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Saturday, November 10, 2007

DOMINGO O GOIÁS É O BRASIL 11.10.07

Durante esta semana a facção anti-corintiana procurou desesperada o espirro, o pelo no ovo, a crise da semana no Timão. Não encontrou. Contudo nos deu muitas alegrias com seu ódio mortal. Isso é Corinthians.

Deu gosto ver neguinho desesperado com a possibilidade de Felipe ser eleito o jogador, o goleiro, a revelação do campeonato. Insanos se desdobravam em criticas à sua personalidade forte, à sua suposta arrogância, à sua desenvoltura fotográfica… Tenha dó. Claro que ninguém tem coragem de criticar seu desempenho em campo, mas o menino Felipe, tem a audácia da ser Corinthians. O Todo Poderoso Timão já fez dele a sua semelhança: amado e odiado por toda a nação.

Também no meio da semana houve desespero geral na imprensa esportiva, sem Corinthians na quarta-feira não rolou audiência, nem matéria. A emissora até tentou exaltar os times em campo, mostrar cenas históricas. Nenhum resultado. Não tem Corinthians não tem assunto, ninguém quis saber.

O significado do futebol volta a campo nesse domingo. A alegria do povo vai bater mais um recorde de audiência e mostrar que o que move o futebol não é uma cobrança contábil. Só a paixão, a religião - de janeiro a janeiro - é capaz de encher os olhos e alma. Contra tudo e contra todos. O mais amado e odiado do país.

Neste domingo o Goiás é o Brasil. E o Timão a alegria do povo.

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Wednesday, October 17, 2007

SELEÇÃO NATURAL II 10.17.07

Pouco tempo atrás uma menina que se mudava de Minas pra São Paulo resolveu ‘escolher’ um time daqui pra torcer. Santa inocência, perguntou: torço pro Atlético-MG e acho que vou torcer pro Corinthians aqui, o que você acha? Combina? Não. O Corinthians não é um cinto pra combinar com o sapato, um sofá pra combinar com a cortina. Não combina.

Sempre tive dificuldade em entender certas parcerias, essas torcidas simpatizantes, agregados. Em São Paulo eu sou Corinthians, no Rio eu sou Corinthians e em Quixeramobim também. Não simpatizamos com time algum, podemos no máximo em algum momento gorar um ou outro em prol de nosso alvinegro.

Certa vez um amigo torcedor da Lusa me disse: você já torceu pro meu time, mas eu nunca torci nem vou torcer pro seu. Sim, meu caro, é uma tendência do ser humano se compadecer dos mais fracos.

Torcida Fiel não é formada de simpatizantes, esporádicos ou terceirizados. A maior, é patético, maior em quê? Em simpatia? Não me venha com simpatia, aqui é Corinthians, cultivamos seu ódio mortal.

Mediocres mesmo são aqueles que não gostam muito de futebol, nem sabem como anda o time que ‘escolheu’, mas vez ou outra querem participar da discussão… Aparecem quando o Corinthians empata ou perde, porque o próprio time parece não despertar nenhuma comoção. Fazem pacotes de ingressos - leve três pague dois - vergonha alheia, percebem?

Corintiano a gente nasce. Aos demais sempre aconselho, não tem time: Torce pro Flamengo! Se outros times que andam por aí arrecadando torcida também os quiser, fiquem a vontade. No quesito fidelidade não existe competição e pro Corinthians, como diria Maria Rita: muito é pouco demais.

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Saturday, October 13, 2007

1977 ORGULHO ALVINEGRO 10.13.07

“Meu Deus, é verdade! Acabou! Somos campeões!” Dona Elisa, doméstica. A Fiel torcedora-símbolo daquelas duas décadas, em lágrimas, resume o brado maior da nação. Guardado há 22 anos, oito meses e sete dias, ele ecoa forte até hoje.

Naquela noite o herói Corinthians encerrava o jejum de títulos com uma linda história pra contar, celebrar, eternizar. Sedimentando duas décadas marcadas pelos mais belos requintes de suas tradições. É bom ser campeão, melhor ainda é ser corintiano.

A camisa branca, o calção preto, a raça, a luta até o fim, o carrinho sem vergonha, a bola pro mato, a taça dos 25, dos 35 jogos invictos, a fila, e a Fiel multiplica, Vicente Matheus, o “Pelé branco”, o “faz-me-rir”, Ney e Silva, Luizinho, Flávio, Rivelino, a partida na Inglaterra representando a seleção, vai Garrincha!, “doutor eu não me engano”, onze anos de tabu e dá-lhe Paulo Borges – o Risadinha - 2×0 infinitos no time de Pelé, o luto por Lidu e Eduardo, a fila continua, e a Fiel se multiplica, a virada dupla que fecha em 4 x 3 um jogo-campeonato contra seu rival, o gol heróico de Sicupira no último segundo, aquela combinação improvável e precisa de resultados que classifica pra mais uma final, Zé Roberto, Marco Antônio e Pita, Invasão Corintiana e lágrimas de carioca… Mais três jogos, recorde de público do Morumbi, sofrimento, fila, e a Fiel se multiplica…

Repara na mandinga! 13 de outubro de 1977, 36 minutos e 48 segundos do segundo tempo: cobrança de falta de Zé Maria, desvio de cabeça de Basílio pra Vaguinho que, desequilibrado, carimba a trave; na volta Wladimir bate de cabeça, o zagueiro tira em cima da linha… E no rebote Basílio de primeira: GOOOOOOOOOOOOOOOOOL DO CORINTHIANS!

Fim da fila, e a Fiel se multiplica.

Final 1 - Corinthians 1×0 Ponte Preta (gol):
http://br.youtube.com/watch?v=A29clyr8hMY

Torcedores do Corinthians se preparam para o segundo jogo da final:
http://br.youtube.com/watch?v=XOSWcSTxlGQ

Final 2 - Corinthians 1×2 Ponte Preta (gols da partida):
http://br.youtube.com/watch?v=A9SevNv5q3M

Expectativa para a terceira e decisiva partida da final:
http://br.youtube.com/watch?v=MW72ZAQ5YpU

Final 3 - Corinthians 1×0 Ponte Preta (melhores momentos):
http://br.youtube.com/watch?v=lcdxvDXlLaU

Reportagem após a conquista:
http://br.youtube.com/watch?v=_tO91dyZwBk

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Tuesday, April 3, 2007

RIVALIDADE ALVINEGRA 03.27.07

De tempos em tempos, exceção do rival histórico, os adversários se revezam na honrosa posição de nosso atual rival. Amanhã tem Corinthians na Vila, contra o time de Pelé.

Ironia do destino, quem presenciou nossos 7×1 - Brasileiro de 2005 - pra cima deles, mal pode ver os resquícios de Pelé ou daquela rivalidade alvinegra. Tenho um amigo que conta, até os quinze anos não havia conhecido um santista… Pois é, quem diria? O Todo Poderoso Timão chegou a ficar 11 anos sem ganhar de um time, daquele time.

Por que, apesar de tanto tempo sem perder, era do Corinthians que Pelé sempre queria ganhar? Simples. Embora não estivesse traduzido em vitórias numéricas, o Timão se mantinha inabalável em suas tradições. Futebol e raça, do ínicio ao fim - a Fiel já se multiplicava. O fim do tabu era uma questão de tempo.

Março de 1968, Pacaembú. O melhor ponta direita do ano ganhava “quatro cruzeiros” no Bangu - então campeão carioca - e chegava no PSJ pra ganhar “quatro milhões”. Na noite do jogo, os mais velhos disseram ao matador: a gente batalha, pode tá ganhando até aos 45, o negão vai lá, ou empata ou ganha. A gente tem que acabar com isso.

E então Paulo Borges, o Risadinha, cumpre sua missão e levanta a Fiel com nosso primeiro gol. Que golaço! Fim de jogo, 2×0 no então rival. Fim de mais um tabu. Um jogo, um momento inesquecível, daqueles que explicam a paixão pelo futebol. Dois a zero no time de Pelé.

Ser rival do Corinthians é pra poucos, né não?

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O fim do tabu:
http://www.youtube.com/watch?v=5ST6CGHcNzg

Entrevista Paulo Borges:
http://www.youtube.com/watch?v=-qd-NoiJTWI

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Thursday, March 15, 2007

LINHA FIXA DE PENSAMENTO 03.13.07

Em nosso último jogo contra o Bragantino, um lance cara a cara com o goleiro parou no apito de um impedimento que não ocorreu. Além desse, muitos outros equívocos aconteceram. Tá na regra, tá impedido e fim de papo?

Cientificamente já ficou provado que o olho humano não é capaz de determinar corretamente o impedimento em distâncias de menos de 1 metro. Uma limitação física, não moral. A última mudança na regra do impedimento requer ainda mais precisão: o bandeira, além de estar de olho no lance, na hora certa do passe, tem de saber para qual jogador a bola irá se dirigir, e assim determinar quais jogadores estão impedidos, ou não.

Pense no lance do Ronaldinho Gaucho, que aparece na propaganda de uma marca de chuteiras, onde ele, do alto de seu talento, atrai a atenção de todos para um lado e lança a bola para o atacante que está sozinho do outro. Se nem mesmo o atacante achava que iria ser lançado, imagina a situação do bandeira… Sem falar na do goleiro, que vê o lance de frente, e todos parecem estar em mesma posição, de ataque.

A regra ainda frisa: em caso de dúvida, pró ataque. Na prática, o oposto acontece. É muito mais fácil dar o impedimento, parar um lance antes que o gol aconteça - pois ainda fica a dúvida de que se ele iria mesmo acontecer - do que deixar correr um lance duvidoso em meio a técnicos, zagueiros e torcedores aos berros por suposta infração. Sem mencionar o espaço que fica aberto à corrupção…

Na história, muitas equipes ficaram famosas por suas impecáveis linhas de impedimento, um balé perfeito que coloca o atacante “despreparado” em deprimente situação. Carrosséis da disciplina e da coletividade. A regra também brinda e protege os zagueiros que, pobres, se sozinhos com um atacante, seriam execrados por antecipação.

Quase todos os esportes renovam anualmente suas regras. Já no futebol, calcadas na máxima da “caixinha de surpresas”, elas permanecem quase intactas, sem muita discussão. Apaixonados - boleiros - ainda somos, mas temos de admitir: a regra do impedimento está clamando por uma reflexão, né não?

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Saturday, March 10, 2007

CORINTHIANS DE A a Z: PEQUENO DICIONÁRIO AMOROSO 05.23.06

A mor incondicional. Existe: pelo Corinthians.

B asílio, de seus pés saiu o gol de nosso mais impostante título - Paulista de 77.

C oringão: como a carta de baralho, o coringa e o Coringão preenchem qualquer vazio. Uma vez Corinthians, felicidade completa.

D emocracia Corintiana: maior movimento sócio-político da história do esporte em todo o mundo. Fortalecidos pelo manto sagrado e sua imensa torcida, em pleno regime militar: Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon convocam a nação brasileira à luta pela democracia.

E mbaixadinhas do Edílson: assim que sentiu concretizada a supremacia alvinegra em campo, Edílson, entediado, disparou a fazer embaixadas. Bizarramente essas foram consideradas criminosas, intriga da oposição.

F iel: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, ainda que a morte os separe.

G aviões da Fiel: grupo de Fiéis que se uniu para garantir que quem dirige o Todo-poderoso o mantenha em seu lugar - acima do bem e do mal.

H erói: clube de operários fundado em uma barbearia, o herói Corinthians enfrenta e vence todas adversidades, uma a uma. No campo e na vida, orgulho da nação.

I nvasão Corintiana, o maior deslocamento humano em tempos de paz. Mais de 70 mil corintianos invadem o Rio e o Maracanã, em pleno jejum, impagáveis.

J uiz ladrão. Sim, porque o Corinthians nunca perde, o juiz é que rouba! Se tivesse dado aqueles justos trinta segundos a mais teria virado o placar!

K ia Joorabchian: egos à parte, o empresário foi um dos responsáveis pela ‘corintianização’ da Argentina.

L ealdade inerente. Um por todos e todos por um.

M ultiplicação. Aos Fiéis foi dado o dom da multiplicação. Brotam no asfalto de Sampa. Um fenômeno ‘gremiling’.

N unca desiste. Afinal: “És do Brasil o clube mais brasileiro”.

O diado. O Corinthians é um divisor de águas, o Michelângelo do esporte e da religião. Pós Corinthians existem apenas dois tipos de torcedores: os corintianos e os anti-corintianos.

P acaembú: ao time da cidade, o estádio da cidade.

Q uestão de tempo, a profecia do Hino se concretizou: “Campeão dos Campeões”.

R ecordista, exímio goleador, matador: Cláudio Cristóvam, 306 gols alvinegros.

S ofredor. O conceito é bem simples: o Fiel é capaz de enfrentar todas adversidades e vencê-las, sem temor, dúvida ou cansaço.

T imão. O apelido é óbvio: existem times e times, e existe o Timão.

U h! Marcelinho! Grito catártico em homenagem ao maior ídolo: excelência técnica, amor e raça. O Timão fez Pé-de-anjo à sua semelhança: o mais amado e odiado do Brasil.

V icente Matheus, presidente e filósofo: “O difícil, como vocês sabem, não é fácil”.

W lademir: Deus que vive entre os humanos a fim de propagar ideais corintianos, irresistível ultrapassou todos os limites, até troféu do rival recebeu.

X odó da Fiel, José Ferreira Neto, Neto. Habilidoso maloqueiro, liderou e levou a nação ao primeiro título Brasileiro. Eterno.

Z é Maria dos pés desse guerreiro saiu o gol de Basílio, em 77: “Para mim, em termos de torcida, de expectativa, de entusiasmo, essa conquista foi mais importante do que a Copa de 70 e todas as outras Copas em que fui convocado”.

* Mil outros poderiam ser escritos. Alvinegro infinito, jus lhe seja feito.

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A DOR E A DELÍCIA 02.13.07

Há tempos venho comentando aqui o fato de que, para nós, alvinegros, clássico mesmo é contra os colonos italianos. Não é uma necessidade de diminuir nenhuma vitória (em campo), e sim apenas a constatação da realidade. Nossa história os escolheu, aos demais cabe, periodicamente, lutar pelo seu lugar ao sol.

A própria mídia, que alimenta o clima de rivalidade entre quaisquer adversários, o faz com devidas restrições: “Corinthians joga domingo contra seu maior rival dos últimos tempos”; “A partida desse final de semana é contra o rival da última década”; “O jogo de amanhã pode quebrar o tabu de 12 jogos” etc.

É apenas uma questão de momento – os adversários se revezam na disputa por essa honrosa condição. Quem não quer um título, ou ganhar do Corinthians? Podem abaixar as mãos – hahaha.

Ok, ok, o adversário desse domingo ganha de presente o status de “potencial rival” dos últimos anos, tá feliz? Afinal, nós bem sabemos que, além não ter espaço em nossa história, esse clube até dois anos atrás estava há quinze na fila do Brasileirão, né não? Pra quem prefere as estatíticas conta com a seguinte, e real, situação: 104 vitórias para o Timão, 90 empates, e 85 para eles. “Cefini”.

Que venham os próximos “rivais da ocasião”. A Fiel bate no peito e compra essa briga. Todos os times têm uma torcida, mesmo que pequena. Nós temos um Time – o mais amado e odiado do país. Carregamos a dor e a delícia de ser Corinthians. Com muito amor, até o fim.

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Saturday, February 10, 2007

RESPONDE TIMÃO! 02.06.07

Primeiro jogo do Paulista, do ano, meio de semana, fim de noite. O torcedor Fiel segue com ingresso na mão: Pacaembú lotado. Corinthians alegria do povo, time de uma nação, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Religião é religião.

Perguntas sem respostas: Tanto empresário, tantas teorias e Nilmar tão polido, não fez uma declaração - tadinho - se sair do muro muita gente perde emprego, ou morre de indigestão? O currículo de Leão continua o mesmo que o de Geninho, e grita, xinga, reclama, mas continua unanimidade nacional, dá pra se questionar, não? Dualibi - o imortal - passou tanto tempo fora, não vimos mais pendurar uma faixa de sua administração, ou é impressão? Carlitos que era rei, de uma hora pra outra virou vilão, poderia alguém ser tão vacilão? Roger mantém a média, jogou bem duas partidas seguidas, é mesmo craque ou enrolação? Betão foi absolvido, e o juíz? Continuará errando sem sofrer punição? Os garotos do “terrão” que no ano passado, em um mês, nos levaram da 20ª para a 11ª posição, hoje estão sem contrato e sem direção, tem explicação? O Paulista está só começando, em ano ímpar, costuma ser nosso. Será que vamos cumprir a obrigação?

E ontem o torcedor do time do Morumbi todo agitado: Vai ao clássico de domingo?

- Ué, pensei que tivesse sido no último domingo? Contra o Guará. Estádio lotado, capacidade máxima - toda sua torcida estava lá. Que bonito, viajaram pra ver o Corinthians ganhar. Clássico mesmo, só mês que vem, contra o tima da colônia italiana. Pra ser clássico precisa ter rivalidade mútua, né não?

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