Sunday, September 27, 2009

O GRITO 22.24.09

Tem uns dias que o processo do autor de “Bando de Loucos” sobre o Corinthians dá pano pra manga por aí. Mais uma do bando, resolvi também dar meu pitaco por aqui.

As opiniões que li estão entre mensurar direitos autorais e ‘qualificar’ a paixão de Tuca. Evidente que, Fiel torcedora, tendo à segunda opção. Mas não pretendo aqui questionar a paixão de Tuca, nem discutir quanto vale sua obra. Meu interesse é o objeto da questão: o grito de torcida.

Tuca contou no filme “Fiel” como foi o nascimento desse grito. Levou os versos à família, depois a amigos, colegas, conhecidos, às organizadas, foi ganhando adeptos, tomando forma… Até que um belo dia ecoou em preto e branco na bancada do sagrado Pacaembu. E até hoje lá se faz ouvir.

Quando o bando o grita - como louco até ficar rouco - a possibilidade de, além de seu Timão, o patrocinador do clube também ganhar com isso passa por sua cabeça, tanto que se fazem contratos pensando nisso. Ainda que não seja intenção primeira. Já os ganhos de seu ‘autor’, não…

Então, se Tuca, assim como todos nós, é hoje instrumento da era do marketing, e merece sim ter seus direitos autorais garantidos, causaria menos polêmica se o fizesse previamente, mensurando valores de sua obra quando ‘veio ao mundo’, porque um ano depois o valor agregado a ela é outro. E complica, percebe?

Mais uma do bando, bolso sempre furado de comprar camisas do meu Timão, sem olhar a quem, torço pra que cada um continue desempenhando seu importante papel. E pra que o grito de torcida continue pertencendo a ela. Assim como nosso time.


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Wednesday, December 24, 2008

CORINTHIANS, FORA DE SÉRIE 12.24.08

Faz um ano. Rivais deram as mãos, juizes remarcaram penaltis, infiéis cruzaram os dedos, os jornais anunciaram, as TVs registraram. Coadjuvantes sorriam: o Corinthians jogaria a segunda divisão.

Um suspiro antes. O treino alvinegro para o último jogo do campeonato é transmitido ao vivo pela SporTV - assim como os da seleção – uma pequena prévia do que estava por vir.

A TV mudou a programação, o Corinthians tomou não só os sábados como as quartas-feiras, a final da Libertadores deu lugar a “Bragantino x Corinthians”, até “Corinthians x Gama” bateu audiência de domingão da Série A, que sem a Alegria do Povo despencou 11 pontos percentuais.

Mano Menezes - que largou vaga na Libertadores e série A pra vir pro Timão – teve sua prmeira visão Fiel já na segunda fase da Copa do Brasil quando mais de 50 mil loucos, mesmo após derrota no primeiro jogo fora, por 3 x 0, estavam lá, pra ver o Corinthians jogar, lutar, transbordar. Fim de jogo: Timão 4×0.

Onze maloqueiros sob o manto sagrado, um Mano na direção e um bando de Loucos foi o suficiente pra levar a série B, com records: de audiência, público, transmissão, gols e vitórias, vaga e título antecipado, fora o show de bola.

É, o que passou passou…

E o herói Corinthians conquistou mais um louco. Ronaldo, ele, o Fenômeno. O menino que cansou de encantar o Brasil e o mundo por seu talento e imensa capacidade de dar a volta por cima está de volta, mais uma vez, e no Corinthians. Ronaldo é a cara do Timão. E se ele não desiste, não seriamos justo nós, corintianos – um pouco mais brasleiros – que iriamos duvidar, né não?

O ano de 2008 veio pra dizer que o Corinthians é fora de série. E 2009 será fenomenal.

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Friday, May 30, 2008

CORAÇÃO CORINTIANO 05.27.08

Quando nossos adversários fundaram, no ano passado, um site contando os dias para nos ver disputando a série B, jamais imaginariam o cenário de hoje…

O grito da arquibancada, que também veio bem antes da queda: “Nunca vou te abandonar, porque te amo!”virou camiseta, faixa, pulseira. E de cara calou a boca de presidente de clube adversário que esperava conseguir adeptos - patético.

O Timão teve seu treino, antes do último jogo de 2007, transmitido ao vivo pela SporTV, assim como a seleção. O mundo todo noticiou. O jogo da decisão do campeonato, pela primeira vez não foi transmitido ao vivo. Era nítido qual era a relevância nacional: o Corinthians. Ninguém reclamou.

Os dirigentes da era pós Dualib sabiam que precivam ser rápidos, calcados na força da Fiel deram seu primeiro passo certo: A contratação de Mano. Mano Meneses estava a um dia de fechar com um time mineiro que tinha garantida vaga na Libertadores. Não vacilou: escolheu o Timão.

A Globo prontamente anunciou a mudança em toda programação, pela primeira vez iria transmitir a série B, os jogos do Timão, ao vivo, sem interrupção. No Paulista a nova equipe começava a se formar. Olho gordo dizia que ia fazer feio, mas no final já estava entre os favoritos a taça. Não levou, é verdade, mas saiu fortalecido e pronto pra outras decisões.

Na Copa do Brasil, depois das goleadas da primeira fase, veio a derrota em Goiás, por 3×1 - sortilégios do futebol - a alegria anti-corintiana durou pouco. A Fiel forrou o Morumbi e a cidade de preto-branco, nunca teve dúvidas e em menos de 20 minutos, 4×0. Fulminante.

A semi-final chegou e o Timão já assume de volta seu posto, o de favorito. E o que imaginavam poder ser seu pior ano, já é orgulho da nação. Amanhã história continua, o herói Corinthians entra novamente em ação. Amanhã o Botafogo é o Brasil! Ah, Fiel! Amanhã finalmente é quarta-feira. Amanhã tem Corinthians! Agüenta coração.

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Wednesday, May 21, 2008

NÃO VOU FALAR DE AMOR 05.21.08

NÃO VOU falar de partidas do Corinthians, que foi para a segunda divisão e ficou mais badalado pela imprensa. Parece que disputa o título mundial. Dá muita audiência…

É assim que o menino Tostão começa a sua coluna de hoje. Constatando o fato de que o Corinthians é mesmo maior que qualquer divisão, é o foco principal, é alegria do povo, corintianos e anti-corintianos, unidos, jamais serão vencidos. (Eu já sabia!)

Tostão tentou hoje isentar a sua parte na ‘badalação’ deixando de comentar a partida. Quanto profissionalismo! Não fez comentários sobre uma semi-final da Copa do Brasil, e avisou: só pra não falar do Corinthians. Tinha um adversário, mas ele simplesmente o desconsiderou… Só não deixou de mencionar o Corinthians (Audiência garantida, né não?).

Tostão, de quem sou fã, tem toda razão. Pois se ele fosse falar da partida de ontem, teria de falar só do Corinthians, pois ele foi - como sempre - o protagonista absoluto. Dominou a partida, nas mesas redondas, no bar, no campo e nas arquibancadas.

Saiu na frente e cedeu a virada. Perdeu na bola. Mas leva pra casa um gol fora e de uma vitória simples depende sua classificação. Herrera não parava em pé, teve cartão pro André Santos, que estava pendurado, sem nem ter cometido falta. Teve gol legítimo anulado. Coisas do futebol… Corintiano tá mais que acostumado, anti-corintiano - mesmo diante das imagens - nega até a morte.

E no próximo sábado, na próxima quarta-feira… A alegria do povo vai continuar brilhando em preto-branco, promovendo o fenômeno da multiplicação Fiel, por todo o País. Não importa em que divisão, né Tostão?

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Thursday, May 15, 2008


É NÓIS MANO! 05.14.08

Nem fez cócegas, aos 43 minutos do segundo tempo o adversário já sem fôlego fez seu ‘gol de honra’, pois Felipe, pobre menino, já caia de sono, de tanto que participou… 3×1, placar final. Enquanto isso a Fiel: Oooooolé, oooooooooolé, ooooooooooooolé… Relato aqui de trás pra frente, o piparote** que nosso Timão aplicou na noite desta terça-feira.

42 do segundo tempo, Fabinho sai nos braços da Fiel. Não era pra menos - muito bem posicionado, força, passes na medida, chutes a gol e cartão por reclamação, depois de tomar a milésima falta não marcada: injustiça não! No lugar dele o menino Saci, sim o Saci também é corintiano, jogou pouco, mas vale mencionar, o folclore faz parte do nosso show.

38 minutos do segundo tempo, já era tudo nosso, mas aqui é Corinthians! E Acosta tava louco pra entrar na festa. Olho no lance: Herrera, incansável arranca grama na direita, deixa todo mundo pra trás e serve Acosta na colher. Dois a zero tá bom, ou quer mais? Três é melhor. A Fiel reconhece e solta o grito: “Herrera! Herrera! Herrera!” Como manda o figurino, quem era quase, chegou no Timão, virou gol. E quando não faz, ajuda o próximo.

20 minutos do segundo tempo, adversário tonto, já tinha perdido a primeira partida - de pouco, pura sorte - e perdendo a segunda lá se ia a classificação. E o Timão “NÃO PÁRA, NÃO PÁRA, NÃO PÁRA”. Aperta na saída do jogo, disputa cada segundo. O adversário reclama, faz a terceira alteração e reza pelo fim da partida.

9 minutos, Lulinha bate o escanteio e dá lugar a Nilton. Ele queria participar do escanteio, mas ‘Mano-maloqueiro’ grita pra todo mundo ouvir: - Só depooois! A gente nunca substitui antes de bater escanteio! Nunca! Nuncaa! Nunca.

8 minutos dos segundo tempo, o adversário chuta na entrada da área e Felipe espalma bonito, saí na foto e avisa família que está em campo, tão sumido. Dentinho é que estava aparecendo demais, o menino chamava o jogo sem medo e tomou falta feito ‘Marcelinho’!

5 minutos do segundo tempo. Trilha sonora Fiel sempre no máximo, atentos e com a vitória na mão adversário nenhum agüenta. Um a zero já dava e sobrava, mas o “Corinthians veio pra vencer”. Falta frontal, Chicão vai bater, mas André Santos pede a vez. Força e precisão a bola raspa na trave direita por dentro e percorre toca a rede. Dois a zero. Timão, Timão Timão.

42 do primeiro tempo, depois de mais um lindo contra-ataque de Herrera, o adversário ameaça um bom lance, que Wiliam pára na falta, na raça. A vitória é nossa e ninguém aqui - fora o Felipe que tá lá no gol esquecido - vai cochilar não.

27 do primeiro tempo, Lulinha e André Santos se revezam na chuva de escanteios, adversário sufocado. André Santos bate esse, Chicão avança nela e de coxa deixa dois zagueiros batendo cabeça e a bola no fundo gol. Corinthiaaaaaaaannnnnnnnnssss! Zero a zero já era nosso, mas já que viemos…

8 minutos do primeiro tempo, Herrera divide a com o zagueiro, Diogo limpa e… uuuuuuu, quase! Aos 5 minutos, Dentinho rasga na linha de fundo e-a-defesa-tiraaaahh!

Mais de 90 minutos de raça e tradição, de Corinthians - alegria do povo. E nosso arqueiro Felipe assitiu de camarote toda a apresentação, ele e a Fiel, já estavam merecendo, né não?

**Piparote: pequena pancada com a cabeça do dedo médio ou do indicador, que, momentaneamente apoiados ao polegar, dele se soltam com força.

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Friday, March 28, 2008

CORINTIANO ROXO 03.28.08

Ontem chegou às lojas a nova versão da camisa número três do nosso Timão, a ROXA, e antes mesmo de fechar seu primeiro dia de lançamento já é recordista de vendas. Ela já foi dourada, prateada, azul… nenhuma delas - mesmo sempre vendendo como àgua – causou tanta polêmica. A ROXA hoje é pauta de jornais e botecos de todos os cantos do País.

Além de ser uma grande jogada de marketing - um apelo emocinal a passional torcida Fiel - ela aparece em um momento em que todo adversário os espera fracos, sucetíveis… O Corinthians nesse ano enfrentará pela primeira vez a série B, sim, anti-corintianos de todo o Brasil desejaram e agora vão ter de agüentar um ano sem Corinthians e presenciar mais um milagre da multiplicação Fiel. É bom ter cuidado com o que se deseja, né não?

Não importa mais o que os adversários vão inventar pra falar da camisa ROXA, e mesmo que alguns de nós ainda torça o nariz, ela é mais um belo registro na história de um clube-religião, que tem seus valores impregnados na cultura da nação.

Vejamos.

Timão, único apelido de clube que é um adjetivo. É isso mesmo, no país do futebol só quem pode chamar seu time de Timão é o corintiano. É nóis.

Fiel, só Deus e a torcida do Corinthians. Não adianta vir torcida de time pequeno dizer que é também só porque estão a vida toda na fila. Ser Fiel é ir além. Quem já pentelhou um torcedor do Guaratinguetá – com todo respeito que o time merece – porque o time dele não é campeão brasileiro desde 1910? Ninguém. Vida fácil. Passe um dia na pele de um corintiano pra saber o que é ser Fiel.

Coringão, a carta mágica, a que vale por todas, que tem poder de decisão. O primeiro time do povo - no então esporte de elite - ele veio dar voz a uma nação. A associação era inevitável, é o time do povo, é o Coringão.

Mosqueteiro, Maloqueiro, Sofredor… Já ouviu dizer que corintiano fanático é redundância? Pois é, os anti-corintianos que nos perdoem e reduzam mais uma vez seu vocabulário: a partir de 2008 só corintiano é ROXO.

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Thursday, January 17, 2008

2008 ALVINEGRO, DE JANEIRO A JANEIRO 01.17.08

Mais um ano virou, férias acabando, carnaval chegando. Fato é que pro Fiel corintiano o ano começa mesmo quando a bola rola. O exercício vital, dirário, infinito, a fé em ti, Corinthians do meu coração, é nossa força motriz.

Não cheguei a comentar aqui sobre o final do Brasileiro de 2007, não comentei aquele jogo contra o Vasco. Antes tarde que anoitinha. Vamo que vamo.

As circunstâncias já acenavam o final: a TV a cabo transmitia o treino do Timão - como faz com a Seleção - ao vivo para todo o Brasil, o cara do trabalho se perguntava onde ia assitir o jogo, o outro resevava um lugar naquele bar disputado, aquele cara que sempre detestou futebol também estava atento. Timão ê ô.

Pois é, diante de nosso ecoante Pacaembu, e dos olhos atentos de todo o País, o Timão cedeu mais uma derrota e neste ano iremos disputar a série B. O Timão e sua Fiel, juntos, até o fim: o maior espetáculo da Terra.

O jogo seguinte - o empate com o time do sul - ‘cumpriu tabela’. Também movimentou o País e como manda o figurino, cada um fez a sua parte. Um anti-corintiano entregou, outro ralou, o outro zicou, fez promessa, torceu, gritou… O Corinthians lutou, a Fiel apoiou.

Acabou? Não. A festa anti-corintiana vai durar o ano inteiro? Não. Vai durar a vida inteira. Na triteza, na alegria, o ódio, a inveja, o despeito é proporcional ao amor Fiel e nunca vai acabar. O Corinthians contra o resto.

O Fiel torcedor acordou naquela manhã pronto pra mais um dia igual a todos outros em sua vida. É o prato do dia, aquele de sempre, o arroz com feijão, a dor e a delícia de ser Corinthians. Só quem é sabe, e agüenta firme, treinamento Fiel, Corintiano-maloqueiro-sofredor, graças-a-Deus.

Ah, hoje tem Coriiinthians! Bandeira na janela, radinho na orelha, lugar reservado no sofá, sorriso aberto, ingresso na mão que é jogo do Timão!

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Tuesday, April 3, 2007

RIVALIDADE ALVINEGRA 03.27.07

De tempos em tempos, exceção do rival histórico, os adversários se revezam na honrosa posição de nosso atual rival. Amanhã tem Corinthians na Vila, contra o time de Pelé.

Ironia do destino, quem presenciou nossos 7×1 - Brasileiro de 2005 - pra cima deles, mal pode ver os resquícios de Pelé ou daquela rivalidade alvinegra. Tenho um amigo que conta, até os quinze anos não havia conhecido um santista… Pois é, quem diria? O Todo Poderoso Timão chegou a ficar 11 anos sem ganhar de um time, daquele time.

Por que, apesar de tanto tempo sem perder, era do Corinthians que Pelé sempre queria ganhar? Simples. Embora não estivesse traduzido em vitórias numéricas, o Timão se mantinha inabalável em suas tradições. Futebol e raça, do ínicio ao fim - a Fiel já se multiplicava. O fim do tabu era uma questão de tempo.

Março de 1968, Pacaembú. O melhor ponta direita do ano ganhava “quatro cruzeiros” no Bangu - então campeão carioca - e chegava no PSJ pra ganhar “quatro milhões”. Na noite do jogo, os mais velhos disseram ao matador: a gente batalha, pode tá ganhando até aos 45, o negão vai lá, ou empata ou ganha. A gente tem que acabar com isso.

E então Paulo Borges, o Risadinha, cumpre sua missão e levanta a Fiel com nosso primeiro gol. Que golaço! Fim de jogo, 2×0 no então rival. Fim de mais um tabu. Um jogo, um momento inesquecível, daqueles que explicam a paixão pelo futebol. Dois a zero no time de Pelé.

Ser rival do Corinthians é pra poucos, né não?

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O fim do tabu:
http://www.youtube.com/watch?v=5ST6CGHcNzg

Entrevista Paulo Borges:
http://www.youtube.com/watch?v=-qd-NoiJTWI

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Thursday, March 15, 2007

LINHA FIXA DE PENSAMENTO 03.13.07

Em nosso último jogo contra o Bragantino, um lance cara a cara com o goleiro parou no apito de um impedimento que não ocorreu. Além desse, muitos outros equívocos aconteceram. Tá na regra, tá impedido e fim de papo?

Cientificamente já ficou provado que o olho humano não é capaz de determinar corretamente o impedimento em distâncias de menos de 1 metro. Uma limitação física, não moral. A última mudança na regra do impedimento requer ainda mais precisão: o bandeira, além de estar de olho no lance, na hora certa do passe, tem de saber para qual jogador a bola irá se dirigir, e assim determinar quais jogadores estão impedidos, ou não.

Pense no lance do Ronaldinho Gaucho, que aparece na propaganda de uma marca de chuteiras, onde ele, do alto de seu talento, atrai a atenção de todos para um lado e lança a bola para o atacante que está sozinho do outro. Se nem mesmo o atacante achava que iria ser lançado, imagina a situação do bandeira… Sem falar na do goleiro, que vê o lance de frente, e todos parecem estar em mesma posição, de ataque.

A regra ainda frisa: em caso de dúvida, pró ataque. Na prática, o oposto acontece. É muito mais fácil dar o impedimento, parar um lance antes que o gol aconteça - pois ainda fica a dúvida de que se ele iria mesmo acontecer - do que deixar correr um lance duvidoso em meio a técnicos, zagueiros e torcedores aos berros por suposta infração. Sem mencionar o espaço que fica aberto à corrupção…

Na história, muitas equipes ficaram famosas por suas impecáveis linhas de impedimento, um balé perfeito que coloca o atacante “despreparado” em deprimente situação. Carrosséis da disciplina e da coletividade. A regra também brinda e protege os zagueiros que, pobres, se sozinhos com um atacante, seriam execrados por antecipação.

Quase todos os esportes renovam anualmente suas regras. Já no futebol, calcadas na máxima da “caixinha de surpresas”, elas permanecem quase intactas, sem muita discussão. Apaixonados - boleiros - ainda somos, mas temos de admitir: a regra do impedimento está clamando por uma reflexão, né não?

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Saturday, March 10, 2007

A DOR E A DELÍCIA 02.13.07

Há tempos venho comentando aqui o fato de que, para nós, alvinegros, clássico mesmo é contra os colonos italianos. Não é uma necessidade de diminuir nenhuma vitória (em campo), e sim apenas a constatação da realidade. Nossa história os escolheu, aos demais cabe, periodicamente, lutar pelo seu lugar ao sol.

A própria mídia, que alimenta o clima de rivalidade entre quaisquer adversários, o faz com devidas restrições: “Corinthians joga domingo contra seu maior rival dos últimos tempos”; “A partida desse final de semana é contra o rival da última década”; “O jogo de amanhã pode quebrar o tabu de 12 jogos” etc.

É apenas uma questão de momento – os adversários se revezam na disputa por essa honrosa condição. Quem não quer um título, ou ganhar do Corinthians? Podem abaixar as mãos – hahaha.

Ok, ok, o adversário desse domingo ganha de presente o status de “potencial rival” dos últimos anos, tá feliz? Afinal, nós bem sabemos que, além não ter espaço em nossa história, esse clube até dois anos atrás estava há quinze na fila do Brasileirão, né não? Pra quem prefere as estatíticas conta com a seguinte, e real, situação: 104 vitórias para o Timão, 90 empates, e 85 para eles. “Cefini”.

Que venham os próximos “rivais da ocasião”. A Fiel bate no peito e compra essa briga. Todos os times têm uma torcida, mesmo que pequena. Nós temos um Time – o mais amado e odiado do país. Carregamos a dor e a delícia de ser Corinthians. Com muito amor, até o fim.

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